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Mais uma semana começa. Sigo me mantendo meio ansiosa, meio desanimada, meio tentando achar esperanças, meio lá, meio cá. Um ano depois das primeiras semanas de lockdown (nunca um lock total) estamos meio quase todos meio downs. Não falo por todos.

Meio "down" de assistirmos, ao lermos, vermos, constatarmos que tantos seguem negacionistas e seguem se reunindo em festas clandestinas, em carreatas e passeatas chamando políticos de comunistas por decretarem mais restrições.

Seguimos meio "down" com tantas notícias, de tantas pessoas desumanas que ouvem, mas nada sentem nas palavras repetidas de médicos, epidemiologistas, infectologistas, plantonistas que lembram dioturnamente que elas podem infectar familiares e outras tantas. Elas seguem suas "opiniões" assim como se fossem deuses, acima do bem e do mal.

Ninguém importa no mundo inteiro senão elas, para elas mesmas. Não existe amor por ninguém que justifique perder uma festa, um jogo num cassino, um ganho a mais. Não é por fome. É escassez de qualquer sentimento.

Seguimos meio "down" com aqueles que elegeram esse presidente e com este ignóbil que escolheu outros perversos e incompetentes para cuidar do que é público, universal . Não há nada que seja de interesse público para eles, senão vender tudo ao privado. O privado que parece estar mesmo num banheiro, sendo jogado ao esgoto, com desprezo. Todas essas pessoas juntas e separadas parecem desprezar tudo e a todos. São apáticas à empatia, simpáticas ao desprezo, antipáticas ao que seja humano. São egoístas e hipócritas ao mesmo tempo. Eleitos e eleitores. Muitos destes sequer admitem que erraram, mas que foram levados à errar.

Tenho mágoas sim, por quem os elegeu e por quem anulou seu voto e o elegeu também assim, lavando as mãos. Como se não houvesse algo pior que o PT. Muitas de suas frases e certezas que antes se valiam como argumentos para a defesa do seu nulo voto, hoje sequer fazem parte de suas memórias. Sequer se lembram do que repetiram como argumentos. Voto nulo é voto que consente maldade neste e naquele contexto.

Estamos aqui, muito piores por estes e pelos nulos. A pandemia em si, já seria um enorme desafio, um problema muito grave, desafiador, mas termos desde 2018, todos esses no governo, só aumenta toda dor para mais, para muito mais. É um projeto de anular, acabar, extinguir, lavar as mãos.

Estou em "down" de dor, de luto, de uma mágoa que só aumenta, toda semana, a cada dia. Nenhum dia se passa, neste país sem que esse governo e seu exército de perversos, piore tudo um pouco mais.

Não escrevo para desanimar ninguém, mas para lembrar como a irresponsabilidade social, sempre e em qualquer momento, pode piorar tudo um pouco mais.

Tudo que estamos vivendo deve-se em parte, a parte de cada um, numa grande irresponsabilidade social das partes desta sociedade brasileira.

cantora. Vive recolhendo detalhes para pensar — cantos, palavras dançam. Autora do Livro Eu e Meu lugar - coleção Eu vim da Bahia pela editora Caramurê

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