Depois de uma apresentação ao vivo.

Tem algumas horas de adrenalina. Arrumação. Tirar maquiagem. Deixar o espaço, seja ele qual for. Retomar o seguimento do tempo, da vida antes e depois.

Algumas horas são necessárias para elaboração do que foi vivido.

Tudo pode ter sido programado, mas sempre há algo inesperado, novo.

E, é sempre inédito, cada show, cada lugar que estive “como artista”, como instrumento de levar alguma arte.

E dentro do inesperado esperado encontro tem muita energia, uma soma de cada um que chega e está ali, ao vivo, vivendo. Tudo isso é sentido.

E cada palavra, de cada canção ganha tamanho de confissão. Tem uma emoção que mesmo imaginada antes, parece ser meio descontrolada. É mais difícil dizer, falar e muito mais fácil sentir.

É tão intenso que parece não ter controle. Parece que não fora escolhido, “planejado”.

Fica aquela sensação de quem fez uma prova, mas não tem certeza se foi bem, especialmente numa “live” por vídeo.

Depois dessa live, do dia 11 de maio de 2021 com jeito de projeto, levei quase sete horas para ter aquele sono capaz de me fazer dormir.

Uma espécie de ânimo que tentava entender o que havia vivido, repassando sem conseguir rever e vendo quem eu seria depois daquela experiência.

Sim, esta parte é a mais profunda e esquisita para mim, dentro da chamada “excitação” pós-show. Eu vivi, estive meio consciente, meio inconsciente e agora resta-me pensar o que eu vivi, aprendi, sou a partir dali.

Como disse em 1997, “não sei para onde vai a canção quando acabei de cantá-la. Só sei o que ela me deixou, depois de passar por mim.”

sammyslabbinck: “ ’ The Burden of Beauty ‘ Collage on paper © Sammy Slabbinck 2013

canta e escreve. Vive recolhendo detalhes para pensar — cantos, palavras dançam. Pensa e sente demais.

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